
Néctar

Néctar nasce da ideia de permanência emocional. Mesmo quando algo se distancia, certos vínculos continuam atuando de forma silenciosa, atraindo, envolvendo e impedindo o esquecimento. A obra investiga esse espaço entre presença e ausência, onde a memória não é passado, mas um estado ativo do sentir.
O processo de criação foi conduzido com atenção ao ritmo do material, permitindo que as camadas se formassem de maneira orgânica. Em vez de impor a imagem, o desenho foi sendo revelado pouco a pouco, buscando preservar uma sensação de delicadeza e proximidade, como se o olhar tocasse aquilo que já não está fisicamente ali.
Mais do que representar, Néctar propõe uma experiência de atração emocional, um ponto de contato entre saudade, silêncio e permanência, onde a obra não se oferece por completo, mas convida o observador a perceber o que se foi e ainda permanece.




